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As escolas estão preparadas para lidar com crianças autistas?

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Arte : escrito Volta as aulas! As escolas estão preparadas para trabalhar com crianças autistas.
Abaixo foto: de 5 crianças usando mascarás em uma escola.

Estima-se que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinja, atualmente, mais de 4 milhões de pessoas no Brasil, e a inclusão de pessoas com TEA ainda é um desafio para pais e educadores. As escolas têm enfrentado dificuldade em lidar com alunos autistas, algumas chegam a buscar a expulsão por comportamentos agressivos, enquanto a maioria nem aceita a matrícula de crianças com esta deficiência

A Especialista em Intervenção Precoce do Autismo pelo CBI of Miami (Child Behavior Institute), Amanda Ribeiro, explica que a inclusão escolar da criança com deficiência é lei há muitos anos, mesmo assim, a maioria das escolas ainda não está capacitada para lidar, prevenir as crises que podem ser causadas por conta de excesso de estímulos, por hipersensibilidade visual e auditiva ou a quebra de rotina, e assim contribuir com o desenvolvimento do autista.

Amanda diz que os estabelecimentos precisam treinar seus educadores para conhecerem melhor as crianças, os meios de aprendizagem e as limitações causadas pelo autismo. Para ela, a formação dos professores para lidar com essas crianças não é mais uma escolha, mas uma necessidade.   “Hoje, 1 em cada 44* crianças está dentro do TEA, e esse número deve aumentar, devido à maior eficácia dos diagnósticos. No Brasil, estima-se que há mais de 4 milhões de pessoas com TEA, mais de 400 mil somente no Estado de São Paulo”, acrescenta.

A especialista reforça que conhecer bem o transtorno e suas nuances é o melhor caminho para incluir as crianças e, assim, garantir que elas se desenvolvam plenamente. “Algumas técnicas são fundamentais para evitar crises que desestabilizem a criança, como o estabelecimento de rotina, a previsibilidade, e o reforço positivo, só para citar dois exemplos. Mas é importante frisar que há muitas técnicas baseadas em terapia comportamental são simples de serem adotadas e garantem uma convivência harmoniosa nas escolas regulares”, afirma.

*Segundo relatório do CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção), publicado (2.dez.2021)

Pensando nisso, a Incluir desenvolveu treinamento exclusivo para ajudar a sua escola a se adequar as leis, a incluírem corretamente crianças com TEA e auxiliar os professores nessa jornada de forma a contribuir com o desenvolvimento do autista.

#nãoexisteinclusãosemcapacitação

Mulher Branca, cabelo castanho escuro, sorrindo, usando uma blusa azul royal.
Mulher Branca, cabelo castanho escuro, sorrindo, usando uma blusa azul royal.


Amanda Ribeiro
Diretora da Incluir
Colunista de Acessibilidade e Inclusão
comercial@empresaamigadoautista.com.br
www.empresaamigadoautista.com.br